domingo, 17 de março de 2013

Assinatura e Certificação Digital - Meios de Armazenamento da Identidade Digital


No momento em que determinada pessoa física ou jurídica requisita junto a uma AC válida uma chave secreta para efetuar assinaturas digitais e um certificado digital que identifique quem esta pessoa é de fato, faz-se necessário artifícios para auxiliar tal pessoa a manter estas informações, ou seja, já mencionamos que a chave secreta de uma pessoa é uma sequência de caracteres relativamente grande e devido a necessidade de segurança desta informação uma AC não teria apenas uma ação simples de gerar a chave secreta e entregar a mesma de qualquer maneira para o portador da identidade digital, como se faz com uma senha de assinatura eletrônica (cartão de um banco, senha de email) ou algo do gênero.
            Estes ditos meios de armazenamento podem estar dispostos em dois tipos de suportes; software, que no caso o usuário deverá saber da existência, de onde se encontra digitalmente a sua assinatura e sua identidade digital, e outra maneira de armazenamento é com hardwares específicos chamados de hardwares ou dispositivos criptográficos, no qual se diz que o usuário deve saber e ter, isto porque o dispositivo é físico, e pode acompanhar fisicamente o usuário por onde este estiver, exemplo destes dispositivos podem ser citados os Tokens e os Smart Cards, como segue abaixo figuras com exemplos de um Smart Card e um Token respectivamente;
Como as informações contidas nestes Meios de Armazenamento são de alta confidencialidade e precisam estar seguras, nos dois modelos de armazenamento existem duas senhas; uma para acessar informações diversas como o certificado do usuário e outra para acessar a chave secreta do tal usuário. A idéia é que se estes meios de armazenamento caiam em mãos erradas ou forem extraviadas, ou algo parecido, o devido portador possa avisar a AC emissora da identidade digital e então a AC em medida de emergência coloque tal certificado na lista de certificados revogados. Com esta medida, se o meio de armazenamento fora roubado e a pessoa má intencionada tentar quebrar a senha do usuário verdadeiro, até que consiga efetuar esta operação, possivelmente a AC já colocou a identidade na lista de certificados revogados, e no momento de assinar algo com esta identidade roubada, a assinatura já não terá mais validade. A nível de curiosidade, alguns dispositivos criptográficos ao perceber a tentativa de quebra das suas senhas, como um mecanismo de auto proteção, acabam por destruindo toda informação contida no dispositivo, é quase uma auto destruição, alguns Smart Cards e Tokens têm esta ação preventiva.
            No caso dos meios de armazenamento em software, no que geralmente é dado ao portador da identidade um documento digital criptografado que contém as informações pertinentes a identidade do usuário, estes documentos digitais seguem alguns padrões nas suas estruturas de dados, poderíamos comparar estas estruturas de dados com alguma especificação na estrutura de dados em um arquivo XML em que sistemas distintos se comunicariam com este, mas enfim, estes padrões são definidos pelo PKCS que é um acrônimo para Public Key Cryptographyc Standards ou no português, são os Padrões de Criptografia de Chaves Públicas, e no contexto das identidades em meios digitais (PKCS#11 para dispositivos criptográficos), e geralmente um arquivo que referencia este padrão estará com a extensão .PFX ou raramente .P12.
            No momento em que uma AC emite um certificado digital para determinado cliente, de acordo com a escolha do meio de armazenamento escolhido pelo cliente, a AC então emitirá a chave secreta, o certificado digital do usuário e sua cadeia certificação neste meio de armazenamento.

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